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16/01/2009 - 20h32

Melk Z-da é o estilista mais autoral do Fashion Rio

Praticamente finda a temporada para o inverno 2009, pouco se viu de moda que não só repete o que se está usando com um ou outro detalhe diferente, mas que também propõe novas formas e texturas para se usar, numa roupa que enfeita e que quer ser vestida, mas que também "pensa" um pouco (porque tem roupa que é burra, e que transparece a burrice, tenham certeza disso). Estilista mais autoral (e conceitual) do evento carioca, o pernambucano Melk Z-da é uma exceção.

 

Com ateliê em Recife, onde além de suas criações para a passarela, desenha muitos vestidos de festa sob encomenda, Melk Z-da se destaca pelo trabalho artesanal, pelas texturas conseguidas a partir de processos diferentes. Nesta temporada, por exemplo, usou restos de organza que tinha guardados para e fez com eles um crochê, que, prensado, apareceu em detalhes de alguns modelos. "Assim, ele [o crochê] ganha aspecto de tecido", contou o estilista ao UOL. Sem prensar, virou o casaco vermelho volumoso que você vê no desfile.

Com aspecto mais dramático na passarela, por conta das segundas peles e de peças com muita personalidade usadas juntas, a coleção para o inverno 2009 do estilista, inspirada nas ilustrações de John Tenniel para o livro "Alice no País das Maravilhas" (o clássico de Lewis Carroll), é leve e romântica vista no cabide. Os vestidos curtos são sexy, como o tomara-que-caia cinza de um ombro só, com leques de organza bordados. Há também as peças com seda tingida e os shorts de tecido sintético brilhante, como o vermelho e o preto mais curtinho.

 

Com estande no Fashion Business para voltar a vender em lojas fora de Pernambuco, Melk Z-da avisa: "Sou conceitual, mas também quero ser comercial. A coleção é só um ponto de partida de onde podem ser desenvolvidas várias peças". E vale a pena investir em quem quer sair da mesmice.

 

FOTOS: Veja os looks mostrados por Melk Z-da no Fashion Rio

VÍDEO: Assista ao desfile da grife para o Inverno 2009

 

 

Para os interessados, o e-mail do estilista: melk_66@hotmail.com.

Indiano desfila, no Rio, moda de Paris

O indiano Rajesh Pratap Singh já ganhou prêmios de estilismo na Índia e fora dela (melhor designer de moda masculina no Fashion Awards em 1996 e, em 2007, indicação como "Designer do Ano" pela revista Elle). Desfila na semana de moda de Paris, o que faz todo o sentido quando se olha o trabalho de Rajesh de perto, apresentado na passarela do Fashion Business, ao meio-dia, nesta sexta (16).

 

FOTOS: Veja os looks desfilados por Rajesh Pratap Singh no Rio

VÍDEO: Assista ao desfile do estilista

 

 

Sem cair no estereótipo da moda indiana supercolorida, com caftãs e bordados, Rajesh surpreende: é contido, rigoroso, e sua cor mais vibrante é um lindo laranja levemente transparente, de tão fino que é o algodão usado nas peças. Ah, os tecidos, estes sim, são muito indianos e de altíssima qualidade. O algodão em questão é chamado Khadi, que é o nome que se dá às lãs e algodões tecidos à mão.

 

Delicada mas vigorosa, muito sofisticada, a coleção traz um trabalho minucioso e artesanal de micropregas que, passadas, parecem nervuras e dão à roupa uma textura diferente, deixando menos leve o algodão em alguns pontos. Os modelos são de vestidos chemises, muito curtinhos, gola estilo Mao Tsé Tung, e também de vestidos de material um pouco mais encorpado, com aplicações de faixas de outro tecido que recortam e desenham de maneira geométrica as peças. A saia-calça plissada de algodão finíssimo é encantadora, assim como as manguinhas duras destes vestidos menos moles, que parecem ter sido encaixadas no modelo.

 

A cartela de cores, chique, tem marinho, gelo, cru e o laranja. 

 

Homens: Invistam num terno de veludo, evitem tecidos brilhantes

Ivan Aguilar uma vez foi o estilista que fez alguns ternos para o presidente Lula. Depois disso, entrou para a Casa de Criadores (evento de novos talentos, em SP), até que passou a integrar a programação do Fashion Rio e acertou o passo fashion numa moda masculina casual, com um toque fashion e o bom corte vindo de sua experiência em alfaiataria (veja a coleção passada do estilista aqui).


Em sua segunda performance dentro do calendário carioca, Ivan errou e acertou. Acertou nas peças em veludo, tanto no paletó e calça pretos com colete de tricô por baixo, mais comprido, numa ótima brincadeira, quanto no terno, com paletó, calça e colete de veludo marrom. As gravatinhas finas são tendência e estão lá, para os homens se atualizarem. Algumas camisas xadrezas, assim como o casaco com barra de elástico, são corretas. O problema foi no uso do brilho do xantung para peças masculinas. Brilhou demais, ficou pesado. Assim como xantung com couro no casaco vinho também não acaba na combinação mais leve e harmônica do mundo. Secas e curtas, as calças são boa idéia desta maneira, mas não justas demais, senão o bolso faca abre, o homem fica desconfortável. Os tricôs, muito longos, também podiam ter tido uma proporção melhor e não combinavam com as partes de baixo.


A seguir, o bom look do terno de veludo, para você (homem, ou namorada, ou mulher) se inspirar.

 

FOTOS: Veja os looks mostrados por Ivan Aguilar no Fashion Rio

VÍDEO: Assista ao desfile do estilista para o Inverno 2009

 

De biquíni, estilista-nadadora desfila para a própria marca

O último dia do Fashion Rio começou dentro do Fashion Business, a feira de negócios muito bem-sucedida do evento, que vende roupas de grifes cariocas (principalmente) e de outras partes do país para compradores vindos de outros estados do Brasil e de outros lugares do mundo. Patrocinados pela Fedex, três estilistas desfilaram coleções de 20 looks numa passarela montanda dentro da feira (destaque absoluto para o indiano Rajesh Pratp Singh).

 

O curioso e motivo deste post, porém, foi a inusitada participação de Fabiola Molina, no desfile da própria marca de moda praia. Nadadora olímpica e integrante da delegação brasileira de natação da Olimpíada de Pequim, a atleta realmente não tem motivos para esconder o corpão bem desenhado pelas braçadas (e pernadas) na água. Mas não deixa de ser um pouco estranho a troca de papéis, não? Até agora, feito inédito nas passarelas brasileiras.

 

FOTOS: Veja os looks de Ashley Isham mostrados no Fashion Business

FOTOS: Veja os looks de Fabiola Molina mostrados no Fashion Business

FOTOS: Veja os looks de Rajesh Pratp Singh mostrados no Fashion Business


A nadadora Fabiola Molina exibe o corpão no desfile de sua marca no Rio

15/01/2009 - 21h57

O supersexy e a jaqueta perfecto de Elisa Chanan

Elisa Chanan gosta de misturar referências esportivas em sua moda. E isso ela sabe fazer. Quando, nem sempre um material com aspecto tão rebuscado, quase rococó, no caso o mousseline dévoré, ganha faixas geométricas em cinza na barra, modelado num vestido justo, e não perde o rebolado, ou melhor, a elegância, é porque merece aplausos pelo talento para não perder a mão na harmonia fashion. São nestes modelos, superjustos e supersexy, influenciados pelo rock, pelo esporte e pelo punk que a estilista se sai melhor. Também é muito boa a jaqueta perfecto com várias texturas. Tudo, digo, a coleção inteira, em preto, apenas com uma pitada de vermelho no final do desfile, com um bom vestido justo preto (exatamente este com as faixas geométricas em cinza na barra), recortado nas costas, com franjas feitas de corrente de metal.

 

FOTOS: Veja os looks mostrados por Elisa Chana no Fashion Rio

VÍDEO: Assista ao desfile da grife para o Inverno 2009


Embora sejam interessantes os bordados em linhas que lembravam os desenhos dos uniformes esportivos, junto com o uso do neoprene em vestidos de modelagem clássica, como o tomara-que-caia com saia rodada, nesta parte a coleção se sai menos feliz, com um resultado pesado, numa imagem de moda um pouco antiga. Em alguns vestidos tomara-que-caia faltou "enchimento" para que o busto ficasse bonito, o que acabou dando um efeito murcho na passarela.

Acqua Studio: Vestido de fada para ir à festa

A Acqua Studio se inspirou na arquitetura do desconstrutivista Peter Eisenman para criar a coleção do inverno 2009. Muito menos arquitetônicos ou desconstrutivistas do que pareciam se propor, os vestidos, no entanto, parecem verdadeiros contos-de-fada, para serem usados pelas próprias (as fadas) numa noite de inverno quente. A cartela de cores emite aquele frescor de ventinho batendo no rosto, com azuizinhos, beges rosados (chamados de "pó-de-arroz": o tom é esse mesmo), e modelos tomara-que-caia, com babados geométricos com forma de leque, plissados, muitos plissados. Os vestidos aos quais me refiro são os do início do desfile, feitos de gaze, levíssimos, às vezes marotos como o azul clarinho, mais seco na frente, e atrás abrindo em rabo como se fosse vestido rodado. As peças de tecido mais pesado não foram tão felizes, parecendo não tão bem acabadas como as primeiras.

 

FOTOS: Veja os looks mostrados pela Acqua Studio no Fashion Rio

VÍDEO: Assista ao desfile da grife para o Inverno 2009

 

Filha do dono da Richards abre marca masculina artesanal

A Richards talvez seja o maior ícone da moda masculina casual do Brasil. Homens de todas as idades conseguem se vestir com as roupas da grife, que vende conforto e uma leve pitada de moda a preços que não chegam a ser exorbitantes. Até algum tempo atrás, a estilista Bianca Ferreira, costumava se incomodar quando as pessoas citavam seu pai famoso no mercado do vestuário, ao conversarem com ela. "Estava procurando o meu próprio estilo", disse, na apresentação de sua loja para a imprensa do Fashion Rio,  na manhã desta quinta (15). Ao terminar a faculdade de moda no Rio, Bianca foi então para Milão, na Itália, para estudar alfaiataria. Ficou lá por dois anos e já emendou mais três anos de aprendizado na London School of Fashion, em Londres, na Inglaterra. Construiu sua própria identidade de moda, voltou para o Brasil, e já não se incomoda mais com as possíveis comparações.

 

Localizada numa charmosa rua do centro do Rio (rua do Mercado, número 36, para os interessados), o ateliê Bianca Ferreira Alfaiateria, aberto há seis meses, vende camisas e calças cujo principal tecido é o linho. Levinho ou mais grosso, ele serve como base tanto para calças mais convencionais, bem cortadas, quanto para modelos estilo saruel. O mesmo para as camisas: há as de mangas curtas, como também as de mangas compridas, com detalhes ou cores diferentes. Nada exagerado. Algumas peças ganham um pouco mais de ousadia, como o costume em violeta, de linho, com pala de cetim, lembrando o smoking. Há uma camisa também com gola que lembra a do paletó, numa brincadeira bem-sucedida.  "Achei que o público da loja fosse ser de pessoas jovens. Me surpreendi com homens de 50 anos, engravatados, que entram aqui e gostam de várias peças diferentes", conta.

A estilista, que parece ser bem meticulosa em seu trabalho de alfaiate, também cria paletós e calças sob medida.  "Ainda não sou, mas quero ser uma alfaiate." Parece que tem futuro.

 

Aos preços: calças a R$ 600 (um pouco caro) e camisas entre R$ 200, R$ 300 (preço do mercado, pensando na boa qualidade do produto).

 

Abaixo, Ricardo Ferreira, dono da Richards, vestindo look total da marca da filha e Bianca Ferreira, ao lado de uma de suas criações.

14/01/2009 - 00h07

Graça Ottoni e as camisolas do baú da mãe

O desfile de Graça Ottoni encerrou, nesta noite desta quarta, o quarto dia de Fashion Rio, em meio à ventania que (literalmente, veja o post abaixo) abalou Marina da Glória. A inspiração foram as camisolas do baú da mãe dela. Ao contrário da maior parte das grifes que até agora investiu num inverno de verdade, a mineira apostou num frio tropical e desenhou vestidos leves, soltos, primeiro mais curtos, depois mais longos, em preto, no final. Não trouxe nada de novo, mas cumpriu sua proposta da camisola e da leveza da roupa de baixo, além de colocar no desfile muitos detalhes que trouxe de viagens, como o galão dourado vindo da Índia que enfeitou o casaco preto de lã, as rendas fininhas de brechós dos detalhes de gola de algumas peças. Como isso vai ser transposto para a roupa que a cliente que se interessar pela coleção for comprar na loja ainda é uma surpresa, já que, com materiais diferentes, muita coisa pode mudar.

 

FOTOS: Veja os looks desfilados por Graça Ottoni no Fashion Rio

 

Sala de imprensa do Fashion Rio é interditada por motivo de segurança

Depois do calor escaldante, a ventania. Foi ela a responsável, ao que tudo indica, pela interdição da sala de imprensa do Fashion Rio, nesta quarta (14). Por volta das 22h, durante o desfile de Graça Ottoni, o último do dia, os seguranças já começaram a avisar para quem havia ficado na sala de imprensa, que ela precisaria ser fechada antes do horário. Logo que a apresentação da coleção de inverno da estilista mineira terminou, os funcionários do evento já começaram a pedir que todos se retirassem, por motivo de segurança.

 

A ventania foi tão forte que atrapalhou o sinal de transmissão ao vivo do programa GNT Fashion, que estava acontecendo justamente naquele horário.

Rostos em polaróide são melhor cenário do Fashion Rio

Bancos, passarela, boca de cena. No desfile da Cantão, milhares de reproduções de fotos de polaróide de gente de todo o tipo forraram a sala de desfiles. A concepção é da fotógrafa Mari Stockler responsável, até agora, pelo cenário mais bem sacado do Fashion Rio. Para saber mais sobre o desfile, clique aqui.

 

Os bordados portugueses de Claudia Simões

Estreante no Fashion Rio, Claudia Simões assinou coleção de inverno com Luciano Canale, estilista da Sta. Ephigênia. A inspiração foram os azulejos portugueses, que apareceram muito, e a cultura moura, que se viu quase nada, talvez nas calças estufadas, arredondadas, que mais lembravam bombachas (as calças dos gaúchos) do que calças orientais. A coleção ganhou nas calças secas com blusas que ficavam cheias nas mangas curtas, durinhas. O início da coleção também foi boa, com o vestido com manguinhas durinhas, que saíam para fora do corpo, com o mesmo efeito repetido nos quadris. Até a legging preta (sucesso entre as cariocas, no chamado "inverno" daqui) com o vestido seco em cetim de seda e estampa de azulejo não fez feio. Do meio para o final, looks com propostas muito diferentes um do outro, e com menos sucesso. De qualquer maneira, o destaque ficou para os bordados do final, em dourado clarinho no fundo creme, de bolinhas que pareciam miçangas e costuravam o desenho dos azulejos portugueses. Muito bonito.

 

FOTOS: Veja os looks mostrados por Cláudia Simões no Fashion Rio

 

Cabelos para cima e make são o destaque da Virzi

Que tal bagunçar o cabelo no próximo inverno? Tudo bem, nada que se compare ao penteado desfilado na passarela da grife da carioca Marcella Virzi. Afinal, todos já sabem (se não sabem, vejam a partir de agora as imagens de passarela com outros olhos), que os looks dos desfiles são normalmente maximizados, para reafirmar o conceito que a marca quer passar naquela estação, e que será diluído na coleção que vai nas lojas. Dito isso, a beleza da Virzi foi o grande destaque da apresentação, assinada pelo premiado (Prêmio Avon e Prêmio Moda Brasil) maquiador Max Weber.

 

FOTOS: Veja os looks mostrados pela Virzi no Fashion Rio

VÍDEO: Assista ao desfile da grife para o Inverno 2009


 

O que podemos tirar desta beleza para a vida real: o cabelo mais desarrumado, sem chapinha (que já pode ser realmente aposentada; cabelo liso com ponta estirada não é tendência), que fica ótimo para dar uma quebrada naquele look mais arrumado, produzido. Fica parecendo que você é linda e nem se esforçou muito para isso (nem penteou o cabelo e tá assim, maravilhosa!). Bom truque. Já a maquiagem pode sair praticamente direto da passarela para o seu rosto. Segue as tendências internacionais das últimas temporadas (veja mais aqui), com boca "nada", feita de batom rosa bem clarinho ou puxado levemente para o alaranjado. Os olhos são "quase nada", se não fosse o delineador marcado na pálpebra, muito rímel e, nas pontinhas dos cílios, toques dourados. Um charme.

 

Em relação às roupas, Marcella, que fechou sua loja no Rio, apostou num tema difícil e pretensioso: homenagear o artista plástico megaconceitual (e marido da Björk) Matthew Barney, cujo trabalho é cheio de imagens que causam estranhamento, numa coleção. Para que a referência desse certo seria necessário seguir a linha conceitual também na moda, com imagens fortes, que pudessem remeter às sensações provocadas pelo artista, com experimentações radicais de modelagem, loucuras de estampas, cores e formas. Nada que chegue perto do que é a moda de Marcella Virzi. 

Alfajor com cara de estilista

Como em casamentos ou festas de criança, o aniversário de dez anos da marca de Victor Dzenk, comemorado depois do desfile na noite desta terça (13) contou até com lembrancinha. Se a inspiração era o tango, no lugar de bem-casados ou pirulitos, alfajores. O detalhe impagável fica por conta do selinho em cima do papel vermelho que embrulhava o doce: um adesivo com o desenho do rosto do estilista. Assim que as modelos saíram da passarela, a sala de desfiles virou uma espécie de boate, com a banda contratada por Dzenk tocando seu tango eletrônico a toda. Rosa Maria Murtinho e o marido, Mauro Mendonça, ficaram para a comemoração.

 

A seguir, o alfajor....

 

...E a balada

Fashionistas trabalham com vista privilegiada

Não importa a temporada ou a performance dos estilistas na passarela; faça sol ou faça chuva, a coleção seja ruim ou boa, há sempre um deleite para os olhos dos convidados do Fashion Rio que, nos piores momentos fashionistas, fazem a gente respirar fundo e parar para um minuto de contemplação: a vista para a Baía da Guanabara, que pode ser vista a cada saída da sala de desfile (são três, aliás), desde a sala de imprensa e também na tenda chamada de "Mídia Center", onde ficam lounges de patrocinadores e de sites de moda, além de uma sorveteria e um café. Foi de lá que a foto abaixa foi tirada.

13/01/2009 - 00h02

Victor Dzenk faz dez anos e leva o kitsch a sério

Sabe a imagem da mulher sensual conhecida, com fendas, vestido esvoaçante, brilho na roupa e decotão? Adicione estampas já vistas em algum lugar, como o hippie sol que tem até carinha (!) e a sexy (claro) onça. Muitos tons contrastantes, com a estamparia no fundo preto. Para completar, meia-calça de renda preta. Imaginou? Gostou? Então seu estilista é Victor Dzenk.  

 

FOTOS: Veja os looks mostrados por Victor Dzenk no Fashion Rio

VÍDEO: Assista ao desfile do estilista para o Inverno 2009

 

Para comemorar os dez anos de carreira, Victor Dzenk se inspirou no tango, incorporou o vermelho e fez até passarela em formato de "V", letra inicial de seu nome. Também contratou a banda Ultratango para tocar ao vivo, numa mistura do estilo com música eletrônica (na mesma linha do grupo Gotan Project). Nas roupas, os acessórios de cabelo, o batonzão vermelho, as rendas nos vestidos e as benditas rendas faziam alusão ao tema. Antes que as que responderam "sim" à pergunta do primeiro parágrafo corram para as lojas do estilista, um aviso: o exagero e o lugar comum do kitsch são levados a sério na coleção, o que faz com que os vestidos se tornem ,muitas vezes caricatos, em alguns momentos quase como uma fantasia. Geralmente isso não é considerado elegante. Mas se ainda assim faz seu gosto, vá em frente. Várias atrizes globais consumidoras da grife, que tem quase 300 pontos de venda em vários pontos do país, estão do seu lado.

 

No final da apresentação,  o estilista transformou a sala de desfiles num salão de festas, regado a cerveja argentina. Na saída, um mimo: alfajores embrulhados em papel vermelho, com um selo com a cara do estilista.


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